Diferença entre energia renovável, sustentável e limpa

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Entender os processos de geração de energia limpa, sustentável e renovável pode ser difícil, mas antes de escolher qual é a melhor alternativa para a sua casa ou empresa, há muito o que saber.  

Os termos energia renovável, sustentável e limpa, por exemplo, causam bastante confusão. Embora pareçam semelhantes, nem sempre um é sinônimo do outro. E como reconhecer essas diferenças? Neste artigo você vai conhecer um pouco mais sobre o assunto! 

O que é energia renovável? 

Podemos chamar de energia renovável aquela que é produzida a partir de recursos naturais capazes de se renovar de forma cíclica. Uma das formas mais conhecidas é a geração de energia pelo sol, ou então pelo mar e pelo vento. 

Como você pode notar, são fontes que não se esgotam, pelo menos em teoria. Elas se “renovam”, conforme o próprio nome que as caracterizam. A partir de vários processos, que podem incluir o uso de equipamentos específicos, por exemplo, esses recursos da natureza se transformam em energia. 

No caso do mar, é a força das marés que vira energia a partir de turbinas. Já no sol, a luz solar atinge placas fotovoltaicas que depois também fazem a conversão do calor em energia. No caso dos ventos, também há a presença de turbinas para gerar energia. 

Sendo assim, podemos afirmar que toda a energia renovável é sustentável? Na verdade, não. Primeiramente, não se pode garantir que durante todo o processo não ocorra nenhum dano ao meio ambiente. No caso das hidrelétricas, por exemplo há a mudança do curso de rios, que atingem a flora e a fauna. No caso da geração de energia por meio de turbinas, elas causam poluição visual e sonora e ainda interferem no fluxo dos pássaros. 

O que é energia sustentável? 

Quando se fala em energia sustentável, quer dizer aquela que prioriza um equilíbrio. Esse equilíbrio é centrado entre produção e consumo, ou seja, leva em consideração a capacidade de reposição daquele recurso pela natureza. 

Ela é muito parecida com a renovável, não é verdade? Contudo, para ser uma energia sustentável também é necessário que esse equilíbrio vá além da produção. Deve-se levar em consideração também os fatores econômicos, sociais e ambientais. 

Sendo assim, a energia sustentável não atende apenas uma demanda energética. Ao contrário, ela está ligada a todo o ciclo da sociedade, o que inclui não comprometer as gerações futuras, nem esgotar recursos naturais. Nesse tipo, há uma preocupação maior com todos os impactos gerados. 

Além disso, nota-se que a energia sustentável também precisa ser renovável e limpa. Embora nem sempre uma energia renovável seja sustentável, o oposto precisa acontecer. É basicamente um pré-requisito. 

Atualmente, a energia solar é uma das fontes mais sustentáveis que existe. Além de renovável, já que usa recursos naturais como a luz do sol, também causa menos impactos ambientais, sendo considerada, portanto, sustentável. 

O que é energia limpa? 

De forma geral, como o próprio nome sugere, a energia limpa é aquela que não causa poluição. Portanto, ela não libera gases de efeito estufa, por exemplo. 

Alguns exemplos que você já leu acima se incluem no que é energia limpa. Dentre eles, temos a energia solar e eólica. Contudo, assim como nos demais tipos, nem sempre a energia é automaticamente limpa, mesmo que não libere gases para ser produzida. 

O que definirá se a energia é limpa ou não será todo o ciclo da sua produção. A energia renovável obtida a partir da queima de lenha, por exemplo, não pode ser considerada uma energia sustentável e tampouco limpa. Até mesmo porque nesse caso, não basta plantar novamente as árvores para garantir que se renovem. Em seu processo produtivo, há liberação de gases prejudiciais à natureza.  

O uso da biomassa para geração de energia, por sua vez, pode ser considerado um tipo de energia limpa. Todavia, desde que o cultivo da matéria orgânica tenha sido feito de forma sustentável, sem uso de agrotóxicos e respeitando as diretrizes de preservação ambiental em todos os seus processos. Embora a energia por biomassa libere dióxido de carbono (CO2) em seu processo produtivo, a quantidade é considerada mínima, principalmente quando comparada aos combustíveis fósseis. 

Conforme podemos perceber, nem toda energia renovável é considerada limpa. De qualquer forma, esse tipo de energia é um dos principais objetivos que o mercado busca atualmente.  

A energia sustentável é melhor? 

Você leu acima que o melhor tipo de energia para o ambiente é a sustentável. Mas, afinal, o que a diferencia tanto? 

A geração e consumo sustentável de energia elétrica não pensa somente na fonte que ela é obtida. Há um ciclo econômico e social que também deve ser considerado. O termo “sustentável” remete a algo cíclico onde todos podem se beneficiar e o “negócio” se alimenta por si. 

Por isso, uma das características da energia sustentável é não produzir energia a mais do que os recursos naturais podem fornecer. Isso quer dizer respeitar a velocidade e a reposição natural do meio ambiente. Essa característica nem sempre acontece na energia renovável e limpa. 

Na verdade, essa ideia não tem muito a ver com a energia limpa, que não considera o respeito a esse ciclo natural. Já a diferença para a energia renovável é que a sustentável não defende a ideia de fontes que não se esgotam. É graças a isso que também respeita o ciclo da natureza. 

O objetivo da energia sustentável é causar zero danos às pessoas e ao meio ambiente. O exemplo das hidrelétricas permite entender melhor essas diferenças. 

A produção de energia renovável através de hidrelétricas exige a instalação de usinas. Normalmente, elas são construídas em locais onde afetam a vida local e transformam a fauna e flora ao redor. Ainda, podem causar danos aos mares e rios. 

Portanto, a hidrelétrica pode até produzir uma energia renovável. Porém, ela é sustentável? Não, pois desconsidera os impactos negativos que a sua instalação causou. No caso da ideia de sustentabilidade, isso não poderia acontecer. 

Em qual tipo de energia investir? 

A dúvida entre qual tipo de energia investir sempre existe, afinal, são muitos conceitos envolvidos. Entretanto, é importante entender os processos de geração de energia para visualizar melhor a escolha, conforme você viu ao longo do artigo. 

De fato, os tipos de energias renováveis representam 84% da matriz elétrica produzida no Brasil hoje em dia. E não para nisso: é necessário que a produção cresça pelo menos 52% para zerar as emissões de gases de efeito estufa, segundo relatório da CDP América Latina. 

As hidrelétricas são as principais fornecedoras dessa energia renovável no contexto brasileiro. Contudo, a geração de energia fotovoltaica (solar) cresceu 92%, e a eólica 15,5% nos últimos anos. 

O que tudo isso significa? Que há uma oportunidade grande para investir na energia renovável em todo o Brasil. Mas, para que essa energia também seja sustentável, podem ser necessários mais investimentos. Por isso, deve-se sempre avaliar o custo-benefício de cada tipo de energia. 

Indústrias que pretendem se comprometer com o meio ambiente e zerar a sua emissão de gases podem unir os três conceitos: energia renovável, sustentável e limpa. Isso é possível, especialmente para grandes empresas que podem investir nas estruturas necessárias. 

No entanto, também é possível ter energia renovável, sustentável e limpa em empresas menores e até mesmo em residências. As placas solares são as melhores alternativas para esses casos, pois utilizam a luz do sol como fonte inesgotável de energia. Além disso, causam nenhum ou menos impacto ambiental e não exigem grandes espaços, pois podem ser instaladas em telhados. Ainda, possuem um custo acessível ao consumidor. 

Fatores climáticos 

Água, sol, mar: os principais recursos da natureza para a geração de energia renovável, sustentável e/ou limpa também dependem de fatores externos. Como não se pode controlar os períodos de seca, ou então as mudanças nos lençóis freáticos e até mesmo os ventos, esse fator deve ser considerado. 

O retorno desse tipo de energia sempre depende dos fatores climáticos. Porém, a boa notícia é que a tecnologia atualmente já permite depender menos desse tipo de interferência. No caso da energia solar, por exemplo, é possível criar “reservas” para períodos de sol menos intenso. 

O que isso significa é que já existem inclusive alternativas para os problemas que todo tipo de energia terá. O mais importante atualmente é focar em reduzir os danos ao meio ambiente através da transição energética. 

Energia renovável, sustentável e limpa, tendência mundial 

Para além do cenário brasileiro, a energia renovável, sustentável e limpa é uma tendência mundial. A transição energética é um dos compromissos estimulados pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU). Com isso, governos e iniciativa privadas são cada vez mais incentivadas a mudar sua produção de energia. 

Investir em alternativas já é possível no Brasil, principalmente por ser um país rico em recursos naturais. No Brasil, grandes empresas como a Leroy Merlin, já desenvolveram projetos para se adaptar à geração de energia limpa e sustentável. 

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